Sentado em meu carro, no estacionamento, pouco antes de entrar na escola de inglês em que trabalhava, pensei:
“Estou triste — e não deveria estar.”
Eu havia chegado ao auge da minha carreira até então. Coordenava uma escola de muito sucesso, tinha o respeito dos professores e dos alunos, enxergava um caminho de crescimento e poderia, inclusive, tornar-me franqueado. Ainda assim, estava triste.
A tristeza vinha da sensação de que cada aula era uma espécie de mentira. Eu já não acreditava naquele método. Os alunos não se conectavam verdadeiramente com as aulas e eu, como professor, sentia que algo essencial estava sendo perdido. Todo momento genuíno de conexão parecia uma traição ao currículo.
Foi naquele estacionamento que fiz uma oração:
“Deus, eu gostaria muito de sair desta escola e criar meu próprio método. Um método que conecte as pessoas, que torne a jornada significativa e no qual possamos ser quem somos — não robôs repetindo sons. Mas não posso abandonar esta estabilidade, este salário. Lutei tanto para chegar até aqui. O que será de mim sem essa estabilidade?”
Enquanto terminava a oração, uma frase surgiu em meu pensamento. Eu não a ouvi, mas senti como se outra voz falasse. Não parecia uma formulação minha; parecia um diálogo:
“Quem dá a estabilidade do mundo?”
No dia seguinte, pedi demissão.
Liguei para Paulo Roberto, um amigo que atuava como executivo na indústria farmacêutica, e perguntei se ele gostaria de ser meu aluno. Foi assim que tudo começou: um aluno, uma receita equivalente a 5% do meu antigo salário e uma fé inabalável de que eu havia dado o passo certo.
Desde então, mais de dois mil alunos já passaram pelo Método OAK. Livros foram publicados, a marca foi registrada e uma plataforma própria foi construída.
O que começou com uma oração dentro de um carro tornou-se a maior rede de ensino de idiomas especializada no setor da saúde no Brasil.